Pela primeira vez bancárias conquistam paridade de gênero em um encontro nacional da categoria

DATA: 07/07/2017


 

 

Além da aprovação das pautas de reivindicações específicas para a Campanha 2017 e do fortalecimento da campanha em defesa dos bancos públicos, o que mais chamou a atenção nos congressos nacionais dos bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, realizados em São Paulo entre 30 de junho e 2 de julho, foi a efetivação, pela primeira vez em um fórum da categoria, da paridade de gênero nas representações dos dois encontros.

“Essa é uma conquista muito importante na história das bancárias, que sempre estiveram na linha de frente das lutas das mulheres brasileiras contra as discriminações de gênero na sociedade e nos locais de trabalho, por igualdade de oportunidades e pelos direitos universais do ser humano”, destaca Cida Sousa, secretária da Mulher da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN).

Somente na década de 1960 as mulheres começaram a trabalhar no sistema financeiro nacional, antes um reduto exclusivamente masculino.

Hoje elas formam 49% da categoria. E apesar de serem mais escolarizadas - e dos avanços que conquistaram com luta -, ainda enfrentam preconceito dentro dos bancos.

Segundo o II Censo da Diversidade, realizado em 2014 em parceria entre o movimento sindical bancário e a Febraban, as bancárias recebiam remunerações médias equivalentes a 77,9% das remunerações médias dos homens. Parte significativa dessa diferença se deve aos obstáculos que as mulheres ainda enfrentam para a ascensão profissional.

Discriminações semelhantes as bancárias enfrentam no movimento sindical, onde ainda são franca minoria na maioria das direções das entidades sindicais. Mas também nesse campo a luta das mulheres trabalhadores avança.

O 10º Congresso da Fetec-CUT/CN, realizado em abril último em Cuiabá, decidiu que a próxima direção da Federação terá paridade de gênero e vai convocar um Encontro de Mulheres em data ainda a ser definida. A direção da CUT Nacional já possui o mesmo número de homens e mulheres na executiva e na direção nacional, conforme decisão do Congresso de 2012. Mas a Contraf-CUT, no Congresso realizado em 2015, andou na contramão, reduzindo de 40% para 30% a participação das mulheres em sua direção.

“Por isso, a paridade de gênero nos congressos dos trabalhadores e trabalhadoras do BB e da Caixa se reveste de uma importância especial, porque estabelece um paradigma que vamos lutar para ser estendido a todos os fóruns da categoria bancária”, comemora Tereza Cristina Mata Pujals, secretária de Formação do Sindicato de Brasília.

Fonte: Fetec/CN/CUT
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